Histórias da Otorrino

Fernando Carneiro da Cunha, mestre e amigo

27/10/2009

Por: Roberto Campos Meirelles1, Wanderlei Gonçalves2, Altamir Bastos3

INTRODUÇÃO

Fernando Carneiro da Cunha (figuras 1 e 2) foi um mestre inesquecível de muitas gerações. Inteligente, culto, amigo, leal, dono de prodigiosa memória, companheiro e possuidor de forte personalidade com fino senso de humor. Ensinou para muitos médicos os segredos da laringologia e da broncoesofagologia através da ferramenta mais importante para o aprendizado, o exemplo. Mesmo aposentado, comparecia diariamente ao hospital do Fundão, pois amava o que fazia. Discípulos espalhados pelo Brasil ficaram tristes com a sua partida e sentiram a necessidade de eternizar neste breve relato a figura de nosso mestre, que ensinou muito mais do que medicina.


Figura 1 - Professor Fernando Carneiro da Cunha. Ao fundo pôster do Ikeda sobre as ramificações brônquicas, na parede de sua sala no Hospital do Fundão.


Figura 2 - Em banca examinadora na Universidade de São Paulo. Da esquerda para a direita: Luiz Ubirajara Sennes, Fernando Carneiro da Cunha, Valéria Alonso, Domingos Tsuji, Edgard Rezende de Almeida e Osíris Camponês do Brasil



O objetivo deste texto é relatar de forma simplificada a trajetória de vida do professor Fernando Carneiro da Cunha. Escrito a seis mãos por pessoas tão diferentes hoje nos seus afazeres cotidianos, assim tendo a chance de mostrá-lo da forma mais completa possível. Um é médico e professor atuante na cidade do Rio de Janeiro, outro ex-residente possuidor de bela voz é atualmente renomado locutor profissional e o terceiro é otorrinolaringologista radicado em Manaus há anos, com vasta clínica privada. O primeiro foi médico residente no Hospital do Fundão. Os outros dois foram residentes no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital São Francisco de Assis.


HISTÓRIA

Fernando Carneiro da Cunha nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1920 e faleceu na mesma cidade no dia 06 de dezembro de 2006, embora tivesse sangue pernambucano dos Carneiro da Cunha, citados inclusive no livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire. Diplomado em Medicina em 1945 pela Faculdade de Medicina da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

Em sua formação profissional inicial, trabalhou como assistente dos Professores Jorge de Moraes Grey e Fernando Paulino. Jorge Grey era professor catedrático de Cirurgia do Tórax da Faculdade Nacional de Medicina. Organizou o Serviço de Cirurgia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Fernando Paulino foi um dos maiores cirurgiões da história no Brasil. Exímio cirurgião e com grande habilidade, era denominado o cirurgião dos cirurgiões, pois todos queriam ser operados por ele.

Era apaixonado pela laringologia. Sua outra área de atuação foi a antiga broncoesofagologia, exercida historicamente pelos otorrinolaringologistas. Esta última, paulatinamente, foi fragmentada, sendo abraçada pelos gastroenterologistas, pelos pneumologistas, cirurgiões de tórax e de cabeça e pescoço, o que o tornou um dos últimos em exercício. Os otorrinolaringologistas ficaram responsáveis apenas pelos corpos estranhos. Nesse particular, costumava se proclamar um jurássico, pois dizia que morreria junto com a especialidade.

Realizou a Residência Médica no Children´s Hospital em Chicago, Estados Unidos, em 1954 e 1955, no Serviço do renomado professor Paul Holinger, maior autoridade mundial na especialidade e discípulo direto de Chevalier-Jackson, da Philadelphia. Contava com admiração da sua passagem em Chicago, enaltecendo a genialidade do professor Holinger na broncoesofagologia e, sobretudo, na Laringologia pediátrica. Orgulhava-se de nos mostrar o atlas com suas fotografias endoscópicas da laringe (1), consideradas durante anos como as melhores e obrigatórias para o aprendizado da laringologia. Em 1940, Holinger e Brubaker criaram uma câmera endoscópica que consistia basicamente em um tubo aberto de luz e sistema ótico proximais. As fotografias de 35 mm e os filmes de 16mm produzidas por Holinger com este sistema foram de uma clareza e qualidade espantosas para a época e serviram de base de estudo pelo mundo afora. Adorava divulgar a história desta associação entre Holinger e Brubaker, fotógrafo que o acompanhou durante anos pela trajetória profissional e idealizou a câmara para fotografias e filmagem endoscópicas através do laringoscópio de suspensão. Era tão requintada que até seguro tinha, fato raro na época. Este artigo foi publicado de forma pioneira em 1946 (2). Posteriormente foi enviado com modificações e aperfeiçoamentos a outras revistas médicas que auxiliaram na divulgação do sistema inédito (3,4,5). A fotografia endoscópica das vias aéreas e digestivas superiores foi feita pela primeira vez no Brasil por José Arruda Botelho em 1953 (6).

O professor Holinger era muito afável e Fernando contava orgulhoso que ao término de sua residência médica, desfrutou do maior grau de intimidade concedido a um médico estrangeiro: ".... fui recebido em sua casa e comemos salsichão e cerveja, tiramos os sapatos e colocamos os pés com meias sobre a mesa de centro da sala de estar. Conversamos horas sobre os mais variados assuntos".

Como professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e assistente do Serviço do professor Ermiro de Lima, trabalhou durante anos no Hospital São Francisco de Assis, na avenida Presidente Vargas, até 1977, quando os professores da Universidade foram locados no Hospital do Fundão. Como muitos, admirava o professor Ermiro de Lima, o qual considerava um gênio da especialidade. Contava o fato que muito o marcara ao ver o eminente professor já em idade adiantada realizar uma microcirurgia de laringe para retirada de dois nódulos com as duas mãos simultaneamente, cada uma segurando uma pinça, sem apoio para os braços e sem tremer. Detalhe, dias após ter sido submetido à extensa cirurgia gástrica.

Fernando era muito rigoroso com os residentes com relação a horário, disciplina, dedicação aos estudos e, principalmente, quanto à ética profissional. Costumava dizer que o doente merecia o melhor tratamento em tudo. Aos médicos colegas do Serviço de Clínica Médica e de Pneumologia que o procuravam para agendar algum exame de paciente, costumava dizer: - ".... para que agendar, traga o doente agora". Logicamente, com exceção dos exames que exigiam preparo prévio.

Interessado em incentivar sua carreira docente e estimulado por Ermiro de Lima, fez a prova de livre docência em 1974, no Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a orientação de seu amigo fraterno Ivo Kuhl, onde apresentou a tese "Microlaringologia, Microlaringoscopia, Microcirurgia da Laringe" (7), relatando sua experiência pessoal em 125 casos. Foi a primeira tese sobre o tema, em nível de docência, escrita no Brasil. No prólogo da tese, demonstra a sua forma de ensinar pelo exemplo, citando René Descartes: - "... não é meu propósito ensinar aqui o método que cada um deve seguir para bem guiar a sua razão, mas somente mostrar de que modo me apliquei a guiar a minha".

Fernando tinha paixão especial pela endoscopia pediátrica, sendo momento de raro prazer vê-lo realizando uma broncoscopia com o tubo rígido em um lactente. Outro tema predileto era a retirada de corpos estranhos, onde, como todos, tinha os mais divertidos relatos de casos. Sua aula sobre corpos estranhos das vias aéreas e digestivas superiores era engraçadíssima, pois contava todos os casos, muitos hilários.

Ficou empolgado com a possibilidade de mudança do Serviço para as dependências do Hospital Universitário, na ilha do Fundão, um prédio construído há anos que nunca fora ocupado. Na ocasião, sob o comando do Professor Clementino Fraga Filho e sua equipe, que empreenderam verdadeira saga (8), estava em fase final de acabamento e instalação dos equipamentos, prestes a ser inaugurado. Participou ativamente na montagem do setor de endoscopia peroral, tanto na escolha da área física como na orientação para aquisição do instrumental adequado, nesta fase já como assistente no Serviço de Otorrinolaringologia do professor Helio Hungria.

Iniciou suas atividades no Hospital do Fundão (atual Hospital Universitário Clementino Fraga Filho) em 1978, como docente na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e as exerceu até a aposentadoria em 1990. No setor de endoscopia peroral, localizado no terceiro andar, mantinha um arquivo com todas as fichas dos pacientes atendidos, sendo objeto de algumas teses de mestrado, dado a facilidade de obtenção dos dados. Tudo isto na era pré-computador, onde consultar prontuários era uma tarefa árdua e nem sempre bem sucedida. Foi um período muito produtivo, com praticamente todos no hospital empolgados com as novas instalações e pela excelência do vasto material adquirido, o mais moderno possível, quase todo de origem alemã. No setor de endoscopia peroral fazia-se de tudo, desde exames diagnósticos até procedimentos como laringoscopia direta, esofagoscopia, dilatações de esôfago, bronscoscopia e até as microcirurgias de laringe com anestesia geral, realizadas às segundas e sextas-feiras.

Mesmo após a aposentadoria e durante um bom tempo ainda comparecia todos os dias ao Serviço, motivo pelo qual afirmava brincando ter a maior carga horária docente da Universidade. Este ato demonstra bem a característica principal do professor Fernando que, se não deixou um legado escrito brilhante em artigos e livros, foi um incansável médico na genuína acepção da palavra, ensinando primordialmente pelo exemplo, pois estava sempre pronto a atender aos pacientes, fossem quem fossem, marcados ou não na agenda do Serviço.

Foi exemplo de professor e, sobretudo, de ser humano. Homem de caráter especial, com valores morais e éticos do mais alto rigor. Extremamente franco, falava sempre o que pensava, sendo motivo de alguns atritos, pois nem todos estavam preparados para ouví-lo. Talvez fosse uma das suas grandes qualidades, pois assim como afastava os que se sentiam ofendidos, atraía multidão de amigos, admiradores e discípulos que viam na sua atitude um modelo de correção e de integridade.

Brincávamos com ele, pois tinha alguns defeitos graves, como o torcer pelo alvinegro de General Severiano. Sua esposa Maria Lúcia (figura 3) nos dizia que, quando o Botafogo perdia, chegava do estádio invariavelmente emburrado e não falava com qualquer pessoa.


Figura 3 - Ao lado de sua esposa Maria Lúcia Carneiro da Cunha, durante almoço no Congresso Brasileiro de Endoscopia Peroral, que presidiu em 1990 no Rio de Janeiro. Atrás, Roberto Campos Meirelles



Tinha orgulho de seu retrato nos jardins do Palais Royal de Paris, local histórico para a laringologia, onde Manoel Garcia teve a inspiração e idealizou a técnica da laringoscopia indireta (figura 4).


Figura 4 - Nos jardins do Palais Royal - Paris - França



Almoçava quase que diariamente no restaurante Adegão Português, no campo de São Cristóvão, onde tinha mesa cativa, a primeira logo após a entrada. Na parede acima desta mesa existe hoje uma placa em sua homenagem que diz: - "Aqui almoçou durante 40 anos o médico Fernando Carneiro da Cunha, um dos melhores seres humanos que o mundo produziu". Ficou muito chateado em certo dia quando ao chegar ao restaurante a mesa encontrava-se ocupada. Reclamou com os garçons e os donos, Paco e Manolinho. No dia seguinte, encontrou uma placa sobre a mesa - "reservada". Em vez de contente, ficou indignado, pois se considerava um cliente comum como outro qualquer, no que ninguém entendeu. Em São Paulo não deixava de assinar o ponto no restaurante La Casserole, no Largo do Arouche, para degustar um Canard à l´Orange ou um Cock au Vin. Fato curioso, sem descendência oriental, não conseguia comer sem arroz no prato. Apreciador da boa vodka e, ultimamente, do Juanito camiñador (como assim o chamava), adaptação latina do uísque escocês Johnnie Walker. Sofreu quando foi obrigado por recomendação médica a abandonar o cigarro, um dos seus prazeres, mas saiu vitorioso desta empreitada.

Com o passar do tempo e o decréscimo da visão, não se adaptou aos óculos com lentes bifocais ou mesmo às modernas multifocais. Sempre andava com três óculos, um para longe, outro para perto para leitura e os de meia distância para exames endoscópicos como broncoscopia e esofagoscopia. Só os liberava quando realizava a telescopia laríngea, na época ainda sem a microcâmera e o vídeo (figura 5).


Figura 5 - FCC realizando uma telescopia rígida da laringe. Na época ainda não tinha a microcâmera no Hospital.



Freqüentemente se confundia e estava com os óculos inapropriados. Sobre seus belos olhos azuis, sempre admirados, a sua opinião pessoal era emitida sempre que os elogiavam: - "gostou, troco por dois que enxerguem... de qualquer cor".

Impossível deixar de mencionar a vasta cultura não médica, tão rara nos docentes de hoje, que abrangia história, literatura com especialização em Somerset Maughan e cinema, conhecendo inclusive até sobre os duelos do velho Oeste. Era excelente conversador, contador brilhante de casos com sua memória fantástica. Foi amigo de Manuel Bandeira, Olegario Mariano e do escritor e colunista Fausto Wolff, seu cliente, que, ainda vivo, publicou após a sua morte a crônica "Ode à boa alma do médico Fernando Carneiro da Cunha", em sua coluna de 15 de dezembro, no Jornal do Brasil, citando-o como o maior laringologista do Brasil. Nesta crônica ressaltou o lado humano, pois Fernando, médico de exímia competência preferia ir todos os dias ao hospital público em detrimento de se dedicar à clínica privada, a qual lhe traria maiores dividendos.

Teve momentos de grande senso de humor, como as frases que proferia que ficaram célebres entre os que o conheceram. Uma delas era - "o gago das mãos", referindo-se aos residentes que ficavam excessivamente nervosos durante as primeiras operações que realizavam e tremiam muito com as mãos, ato este ampliado pela visão do carona do microscópio, tornando-se muito mais evidente. Outra: - "Traga-me o seu atestado de óbito", para o residente justificar uma falta ao Serviço, a qual tinha dificuldade em aceitar, qualquer que fosse o motivo. Citava sempre Nelson Rodrigues respondendo - "é óbvio ululante" quando tecíamos comentários óbvios. Como todo iniciante, após retirar um nódulo, pólipo ou outra lesão e, sendo uma operação rápida com nada mais restando a fazer, ficávamos tentando mexer mais um pouquinho. Nestas situações sempre comentava: - para, já acabou, e completava "o ótimo é inimigo do bom".

Em relação à traqueotomia ou traqueostomia (9), sempre afirmava o que ouvira de Paul Holinger, durante sua permanência em Chicago, ao se discutir em uma reunião científica um caso de paciente que morrera asfixiada na véspera. Aqui vale um parênteses - americano tem verdadeiro pavor de obstrução respiratória aguda, talvez pelo fato de seu primeiro presidente George Washington, ter morrido vítima de epiglotite aguda, sem ser traqueotomizado, por causa de contradições médicas na época. Voltando à sessão e após exaustivo debate sobre o caso, concluiu-se que uma traqueotomia teria prolongado a vida da paciente. Ouvindo isto, Fernando pediu a palavra e disse: - ontem a noite, quando a vi, bem que eu pensei em fazê-la. Omitiu que teve receio porque era novo no Serviço e não sabia do seu poder de decisão. Imediatamente, o professor Holinger disse: em relação à traqueotomia, se pensou em fazê-la, faça. Vale dizer que tal conceito ainda nos é útil em algumas situações, mesmo após quase 60 anos.

Em Paris, viveu um momento pessoal de raro prazer. O jantar no famoso restaurante francês Tour d´ Argent, especializado em patos e com uma das melhores adegas do mundo, sem contar a magnífica vista para o rio Sena e a catedral de Notre-Dame. Vangloriava-se de ter obtido uma reserva, sempre muito difícil, em cima da hora, por intermédio dos amigos.

Vale ressaltar a minha primeira experiência que passei com o Prof. Fernando. Ainda como médico residente do primeiro ano do antigo Hospital do Fundão. Atendi um paciente com pólipo e encaminhei-o ao terceiro andar para a cirurgia. Quando expus a laringe, esta se encontrava normal, sem o pólipo. Não preciso citar toda a sorte de impropérios e advérbios que me foram ditos. Felizmente ao extubar o paciente, o Dr. Adelson, anestesista, trouxe-nos o pólipo preso na extremidade em bizel do tubo (Roberto Campos Meirelles).

Para exemplificar a dedicação do Fernando à medicina e aos pacientes particularmente, lembro que durante mais de quarenta anos ele manteve uma enfermaria no Hospital São Zacarias, para crianças portadoras de estenose de esôfago vítimas de ingestão acidental de soda cáustica, onde ele, todo sábado, pontualmente as sete horas da manhã, comparecia para fazer dilatação esofagiana. Fazia tal ato por pura caridade, sem receber qualquer valor financeiro. Lembro-me que uma vez ele me disse: "...tenho medo de que quando eu morrer elas não tenham ninguém para fazer isso" (Wanderlei Gonçalves).


COMENTÁRIOS FINAIS

Estas linhas foram escritas com profundo pesar mas, paradoxalmente, nos deu grande prazer pois recordarmos momentos maravilhosos que compartilhamos com o nosso mestre.

Mestre Fernando, descanse em paz.


Agradecimentos especiais a Rui Carneiro da Cunha pelas informações prestadas e algumas fotografias cedidas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Becker W et al. Atlas de Otorrinolaringología. Barcelona. Salvat Editores, 1969, pp 211 - 306.

2- Brubaker JD ; Holinger PH. An endoscopic Color Camera for Oto-laryngology and Broncho-esophagology. The Journal of the Biological Photographic Association. 15(15):73-93, 1946.

3- Holinger PH; Brubaker JD. Kodachrome Motion Pictures of the Human Air and Food Passages. Journal of the Society of the Motion Pictures Engineers, 49(3):248-261, 1948.

4- Holinger PH et al. Bronchoscopic and Esophagoscopic Cinematography. The Journal of Thoracic Surgery, 17(2):178-88, 1948.

5- Holinger PH; Brubaker JD. The Praparation of Endoscopic Color Pictures for use in Medical Teachings. The Journal of the Biological Photographic Association, 17(1):11-30, 1948.

6- Arruda-Botelho JA; de Marchi WA. Fotografia e Cinematografia em Endoscopia Peroral. Rev. Paulista Med., 43:323-329, 1953

7- Cunha FC. Microlaringologia, Microlaringoscopia, Microcirurgia da Laringe. Porto Alegre, 1974, tese destinada à Livre Docência em Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

8- Fraga Filho, C. A implantação do Hospital Universitário da UFRJ (1974/1978). Fundação Universitária José Bonifácio, Rio de Janeiro, 1990.

9- Meirelles RC. Traqueotomia. Rio de Janeiro, 1987, tese destinada à conclusão do curso de Mestrado em Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.










1. Professor Associado e Doutor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
2. Otorrinolaringologista, locutor e produtor publicitário - Rio de Janeiro - RJ
3. Médico Otorrinolaringologista - Clínica privada - Manaus - AM

 

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