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Implantes Cocleares com absoluto sucesso no Rio de Janeiro

15/5/2009

A equipe da Central Brasileira de Implante Coclear (CBIC) - ouvido biônico - coordenada na cidade do Rio de Janeiro pelo Prof. Shiro Tomita efetuou desde junho até abril de 2009, 12 Implantes Cocleares com absoluto sucesso. Sendo um dos casos, inédito no Rio de Janeiro de Implante Coclear bilateral.

A indicação de implante coclear passa por protocolo rígido e a equipe de avaliação deve contemplar - Médico Otorrinolaringologista, Fonoaudiólogo, Psicólogo e Assistente Social, além de equipe multidisciplinar de apoio: Neurologista, Neuropediatra, Geneticista, Clínico Geral e Pediatra.

Os candidatos ao implante coclear devem realizar na avaliação exames complementares como: Audiometria, imitanciometria, BERA, TC de Alta Resolução e RNM para verificação de permeabilidade dos duetos cocleares e presença de nervo auditivo e obedecer aos seguintes critérios de indicação: Critérios anatômicos - Surdez de origem periférica - Anatomia coclear que permite introdução do feixe de eletrodos - Nervos auditivos presentes na RNM Critérios audiológicos - Surdez severa a profunda bilateral - Discriminação de sentenças em campo aberto menor que 50% com a melhor protetização possível Critérios de idade e linguagem: A - Pacientes pré linguais (surdez congênita ou adquirida até 3 anos de idade) - Menor de 2 anos Uso efetivos de AASI bilateral por pelo menos 3 meses.

- Entre 2 e 4 anos - Uso efetivo de AASI bilateral Linguagem compatível com a idade em pacientes com surdez Reabilitação fonoaudiológica por pelo menos 3 meses.

- Maior que 4 anos Uso efetivo de AASI bilateral, reabilitação fonoaudiológica desde o diagnóstico Linguagem compatível com a idade em pacientes com surdez.

- Adolescentes e adultos Uso efetivo de AASI bilateral e reabilitação fonoaudiológica desde o diagnóstico Linguagem compatível com a idade em pacientes com surdez Paciente reabilitado pelo método oral.

B - Pacientes pós linguais - Sem limite de idade ou tempo de surdez Critérios de contra indicação: - Agenesia do nervo auditivo e/ou má formação da cóclea - Pacientes pré linguais adultos - Adolescentes não reabilitados pelo método oral (exceto os casos de deficiência visual associada) - Expectativas inadequadas do paciente e da família quanto aos resultados do implante coclear.

- Contra indicações clínicas - Contra indicações sociais (também sem possibilidade de manutenção do aparelho, compra de baterias, possibilidade de retorno para avaliação e manutenção.

Ao término da cirurgia são feitos a impedanciometria, telemetria e RX para verificar o posicionamento e o funcionamento dos feixes de eletrodos dentro da cóclea.

Posteriormente, após 30, 40 dias é ativado o implante coclear e o paciente começa a utilizar por um período de 2 a 3 horas/dia, para sua adaptação e início da reabilitação que deverá ser feita com o fonoaudiólogo que encaminhou o paciente ou então, dentro da possibilidade, orientado para fazer a reabilitação com fonoaudiólogo que tenha treinamento em surdez, mais próximo da sua residência.

Lembramos que a função de nossa equipe é de avaliar a possibilidade de implante coclear e realizar a cirurgia com a Telemetria e Ativação incluídos.

Todos os pacientes encaminhados retornam aos fonoaudiólogos para a reabilitação especializada.

Os pacientes tem suas atividades limitadas com relação a alguns esportes assim como em exames de imagem.

Os processadores de fala são programados e deve ser feito o registro do implante coclear para assegurar seus direitos de garantia e a rastreabilidade do produto se necessário. Há também cartão de identificação que o paciente deverá portar sempre.

No ultimo dia 15 de abril de 2009, o Prof. Shiro Tomita realizou a primeira cirurgia no estado do Rio de Janeiro de colocação de um Aparelho Auditivo Osteointegrado - conhecido como BAHA. A equipe médica foi formada por Dr. Shiro Tomita e Dr. Felippe Felix e as fonoaudiólogas envolvidas foram Fga. Maria Izabel Kós e Ana Cristina Hoshino. O paciente de 26 anos submetido a cirurgia apresentava microtia bilateral com atresia de conduto auditivo externo, impossibiltando o uso de aparelhos auditivos convencionais. O BAHA pode ser utilizado para pacientes com este tipo de problema, além de pacientes com perda condutiva que não se adaptam a próteses auditivas convencionais ou pacientes com surdez neurossensorial profunda unilateral. Com esse paciente, há apenas cinco no Brasil já submetidos a essa cirurgia e a equipe espera que outros pacientes possam se beneficiar dessa forma de reabilitação auditiva, assim como do implante coclear que já vem sendo realizado com regularidade pela mesma equipe no Rio de Janeiro.

(mais informações: www.ouvidobionico.org.br).

 

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